Manhã de sábado. Chuva, frio e vento. Saímos do carro na pressa. Pela distância que estávamos da porta da Biblioteca, abrir o guarda-chuva nos molharia mais do que uma corridinha.
Minha mãe queria retirar um livro então, aproveitei a oportunidade para conhecer as novas instalações na nossa Biblioteca Municipal.
Enquanto ela se distraía nas Biografias, eu fui passear entre as prateleiras apenas para ver como os livros haviam sido organizados.
Sempre fui íntima da Biblioteca de Garibaldi. Eu lia tanto que tenho até um diploma de Amigo do Livro.
As coisas mudaram depois que comecei a trabalhar em Bento. A Biblioteca fechava muito cedo e eu não conseguia mais retirar livros. Comecei a compra-los e a organizar minha biblioteca particular.
Com a reinauguração da Biblioteca, surgiram novos horários - ela fecha mais tarde e abre nos sábados de manhã. Então decidi que voltaria a retirar livros - ao menos os livros que não via motivos para comprar.
Enquanto passeava pela Literatura Estrangeira, encontrei os livros da coleção Jardim dos Esquecidos, de V. C. Andrews, que li na época em que nos mudamos de casa. Que saudades!
Passei para o outro lado da prateleira e encontrei quem eu queria: Stephen King.
Eu só ia dar uma conferida se todos os meus velhos amigos estavam por lá, se haviam novidades... Encontrei o livro Carrie, A Estranha e tirei da prateleira. Olhei ao redor para ter certeza de que ninguém estava vendo e... abracei ele bem forte!!!
Carrie foi meu primeiro livro do mestre do terror. Lembro perfeitamente da Vera - que trabalhava na Biblioteca e entendia muito de livros - entregando ele para mim e dizendo que eu iria adorar. A Vera sabia das coisas!
Coloquei o livro em seu lugar e, ao lado dele, estava o primeiro volume da Torre Negra. Lembrei do Paulo elogiando o livro. Lembrei da Xanda dizendo que a coleção é ótima mas que o final é broxante. Lembrei da pilha de livros ao lado da minha cama, todos esperando sua vez, indignados com o Amanhecer, que passou na frente deles.
E então... quando saí da Biblioteca, protegendo O Pistoleiro com meu casaco, só consegui pensar numa coisa: o cenário estava quase perfeito para a retirada de um Stephen King. Eu só teria trocado a manhã de sábado por uma noite qualquer. Com chuva. Com frio. Com vento.
E os outros que aguardem, de novo.

5 pessoas legais comentaram:
Nunca chega a vez o Slash...
tadinho...
Não é bem isso. Na verdade a vez do Slash nunca passa, porque é um livro que eu não quero terminar pra não sentir falta. Eu já sonhei em casar com ele, pô, não é bem assim eu ir me desfazendo do livro dele...
Aêeee!!!
Fui citado de novo!!! \o/
Tri curioso pra saber suas impressões sobre O Pistoleiro!
Beijão!
Ah, faltou comentar...
Só assim pra eu matar a saudades desses óculos, né...
Beijos!
Pinhão, Pinhão... se eu te disser que ainda não consegui focar meus pensamentos no livro...
Eu retirei porque ficaria em casa no sábado à noite. E fiquei! Mas quando eu comecei a ler, bateu um sono desgraçado e eu acabei indo dormir. No domingo, não fiz nada, mas não estava inspirada pra ler e as últimas noites eu tenho estado bem cansadinha.
Inclusive, queria mexer nos meus materiais de scrapbook mas estou zeramente inspirada (rá, inventei uma palavra!).
Eu lí as considerações iniciais do Stephen King e ele me assustou um pouco comparando aquele livro com o Sr. dos Anéis. Sabe... eu não tenho uma paixão devastadora pelo Sr. dos Anéis... Diz pra mim que é bem diferente, vai!
bjs
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