quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Filósofos de Escadaria

Se rir faz mesmo bem pra saúde, a gente deveria vender o intervalo do almoço!

Eu - ... essa porcaria de obturação que fica batendo no dente de cima, não paro de morder e cutucar com a língua! Antes eu fiquei pensando... a gente devia perder mais vezes os dentes durante a vida.

Pati – Como?

Eu – Sim, a gente perde os dentes na infância e depois tem que passar o resto da vida com esses. Fica cada vez pior! É obturação, desgaste, blábláblá... haja dente!

Pati – Sabe que é verdade, Manô? A gente passa, sei lá, 5% da vida com dentes de leite e depois não tem mais chance!
Gi - Devia ser como rabo de lagartixa: cariou, trincou, quebrou? Cai que nasce um novo!

Eu – Sim, isso mesmo! Mas sabe que, falando em corpo humano, uma amiga minha, certa vez, disse que seria ótimo se a gente pudesse tirar um braço pra dormir, porque sempre tem um braço que fica enformigado porque a gente deita em cima. Então, seria só tirar o braço antes de dormir e recolocar ao acordar. Simples e prático!

Risadas.

Gi – É, teta (seio, no caso) também deveria dar pra tirar... eu adoro dormir de barriga pra baixo, mas com peito é tri ruim!
Vagner - Ai, também acho! (dando aquela quebrada de mão)

Eu – Mas é verdade! Devia ser de rosca, hahaha! A gente desenroscaria pra tirar e colocar de volta.

Gi – Claro! E deveria ter vários tamanhos também, pra gente poder escolher conforme o humor do dia, sabe... “Hoje eu quero ir com pouco peito” aí põe os pequenos, “Ah, hoje eu quero sair peituda” põe uns maiores... “Hoje eu quero ir só com um!” Hahahahahaha!

Sem comentários!!!

Vagner – Mas sabe que eu já tinha pensado num lance parecido. Com os pés, por exemplo. O cara vai comprar um sapato 40 e só tem 42. Aí ele aumenta os dedos do pé. Se tiver só número menor, diminui um pouco os dedos, saca?

Eu – Aham, dedos ajustáveis! Gostei disso! (com bico fino dava pra tirar o dedinho!)

Mauro – Que idéia boa hein! Mas acho que devia ser de rosca também... aí fica mais fácil pra cortar as unhas. Olha que é ruim cortar unhas dos pés... o cara fica todo torto, cheio de dor! Seria bem mais fácil poder tirar os dedos, cortar as unhas e colocar eles de volta!

André – Cara, essa foi ge-ni-al! Imagina que bom pras mulheres! Pinta as unhas da mão, tira os dedos e vai assistir o noticiário, a novela, um filme enquanto as unhas secam! Acabaram os problemas com as unhas estragadas!

Eu – Taí André, curti essa! Mas e trocar os canais da TV?

André – Com o nariz né! Dããã!

Rodri – Será que Deus não tem Programa de Idéias, como aqui na empresa? Pô, a gente podia ganhar um trocado...

Todo mundo rindo muito e concordando.

Mas eu ainda fico pensando sobre como eu faria pra tirar os últimos dois dedos da mão, pra secar o esmalte...
:/

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A hora da verdade

Tá bom pessoal. Chegou a hora de uma grande revelação. Digo que chegou a hora porque, possivelmente, eu não encontre dia melhor do que hoje para contar isso. Sabem aquela coisa de momento? Então... É ESSE o momento.


Alguns já sabem disso. Outros podem se assustar um pouco.


O fato é que eu, bom... digamos que, sabem, eu era novinha e tal... enfim... ãh... tá! Eu passei alguns anos da minha vida querendo casar com o Slash! Contei!


E por que eu contei hoje? Justo hoje? Hahaha.... é que hoje chegou a biografia do Slash aqui em casa!!! Porque, quando eu soube que existia, não pude esperar o dia seguinte para comprar!


Quando eu tinha 10 anos (Jana, me corrija se eu estiver errada), conheci a Jana e nós descobrimos o Guns n' Roses.


Na época, o Lies tinha sido lançado e os álbuns Use Your Illusion I e II estavam por vir em breve. Nós pirávamos escutando Patience (assim como meio mundo também pirava).
Então vieram os posteres, as revistas com fotos, histórias da banda e, claro, as letras das músicas, tão difíceis de se conseguir nos anos de mil novecentos e lá vai pedrada.

A Jana amava o Axl e eu amava o Slash (vejam bem, Jana Rose e Manoela Hudson - lindo!). Era bom porque a gente não brigava e ainda dava pra se ajudar com informações importantes e também com material que a gente trocava direto (eu dava as coisas do Axl pra ela, ela me dava
as coisas do Slash).


Como a Jana era a guria da capital, ela era a responsável por trazer as novidades para o interior. Então, ela gravava os clips do Guns em fitas VHS e a gente passava o final de semana assistindo (com sorriso de orelha a orelha).

A Disco Center, aqui em Garibaldi, também vendia revistas, então, dá pra imaginar a conta que eu tinha lá! Digamos que para uma pré-adolescente que ganhasse 10 Reais de mesada por semana, minha conta chegou em torno de uns 200 Reais (mas tudo bem, se eu quisesse vender ela hoje, faturaria beeeem mais que isso, hahaha - só que ela é 'invendível').


Todo esse dinheiro gasto em revistas do Guns foi parar na famosa "Pastinha do Guns", que ia comigo pra escola, pra catequese (eu fiz catequese), pro quarto, cozinha, sala, banheiro, andar de bici, caminhar... enfim, ela já era parte do corpo, como um terceiro braço (também foi a pastinha que quebrou o para-brisas de um carro que me atropelou, mas esse post não é sobre isso, então, não vamos fugir do assunto).

Além disso tudo, eu também desenhava o Slash (diz a minha mãe que eu levei uma foto do Guns pro dentista, pra não sentir dor... mas eu não lembro disso - ou não quero lembrar disso, tanto faz).

Quem foi a primeira pessoa que eu quando comecei a usar óculos? O Slash, claro! Um poster tri grande dele que tinha no quarto... lembro que a impressão que tive era de que ele tinha ficado menor, mas o caso era que, sem óculos, eu enxergava ele meio borrado, aí, parecia ser maior (?!).

Acho que só parei com a loucura pelo Guns quando eles lançaram aquele álbum com a massa nojenta na capa, vieram pro Brasil e só fizeram fiasco (acho que foi isso, sim, porque são essas as últimas reportagens do Guns que tenho na pastinha).

Hoje, posso não ser mais uma groopie do Guns, mas ainda curto muito eles e também a Velvet Revolver, porque, embora o Slash não tenha casado comigo, ainda tenho um grande respeito e admiração por ele (ele e os demais membros da banda). Por este motivo, na minha festa de formatura Rock n' Roll, vesti a camiseta do Guns (presente da Rê, valeu Rê!).

Foi também por causa disso tudo que não pude deixar o dia seguinte para comprar o livro do Slash.
Então agora vocês já sabem e provavelmente vão lembrar de mim a cada Slash que virem daqui pra diante.

Agora, vou interromper o livro que estava lendo, porque sei que não vou me conter para ler o livro do Slash depois dele...

Aliás, queridos, lá vou eu!!!!! (é hoje que eu descubro que cara ele tem, hahahahhaha!!!!!)
(meu ex-marido sexy)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Nice question


Com sua devida tradução, caso alguém precise (pque, se não me engano, alguém precisou da outra vez).
- Estou intrigada com esta visão que você tem sobre o propósito da vida, Charlie Brown...
- Você diz que somos colocados aqui na terra para fazer os outros felizes?
- Isso mesmo!
...
...
- E os outros foram colocados aqui pra que?

Teste!

Isso não é revista Capricho, mas aqui vai um testezinho que fizeram pra mim ontem e eu achei legal.

Funciona assim: todo mundo prestando atenção, por favor.

Agora, imagine-se em sua casa (mesmo que não tem casa própria, finja ter, senão estraga a brincadeira).

Então, na sua casa, está acontecendo tudo isso ao mesmo tempo:

1 - O telefone está tocando;
2 - O bebê está chorando; (quem não tiver um bebê, favor usar a imaginação de novo)
3 - A campainha está tocando;
4 - A roupa está no varal e está começando a chover;
5 - A torneira da cozinha está aberta e está começando a transbordar água.


O que você faz primeiro? Enumere os cinco itens por ordem de prioridade (a sua prioridade).


Vou colocar as respostas no comentário do post. É claro que depois, quem quiser contar o resultado, pode ficar à vontade.

E não vale espiar as respostas hein?!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Que puxa!

E então ele foi embora.

E eu? Bom, eu fiquei parada como um Dois de Paus, com uma frase qualquer que ficou na boca e não teve tempo de ser dita.

Desde meus 15 anos eu tenho minhas quedinhas por ele. Desde que ele tinha cabelos compridos e vivia com a mesma camiseta listrada. Era a camiseta listrada das borboletas no meu estômago.

Os cabelos, agora, estão curtos. A camiseta listrada, provavelmente não existe mais. Mas sempre tem uma ou outra borboleta que reconhece ele.


Mas então? Qual é o problema?


Bom, é que, apesar de escrever muito, falar muito e ter todos os pré-requisitos para ser a garota propaganda do Jimo Cupim, quando se trata de assuntos sentimentais, eu sou um fracasso completo.

E assim eu fiquei, mudinha Pieta Lorenzi (não sou da Silva, desculpem), vendo ele chegar, andar em direção à na nossa minúscula turma, me dar um beijinho de oi, ficar ali um pouquinho e ir embora por falta de assunto.

E eu, mais "dããã" impossível.

Não que eu não tenha pensado em algo para falar. Eu pensei. Juro que pensei! Juro que fiquei o tempo todo me cobrando para falar algo. Mas quando eu tomei fôlego para, finalmente, comentar, sei lá, sobre o clima... ele foi embora.

E eu fiquei lá, com aquela frase entalada, travando mais uma batalha comigo mesma, sem ninguém sequer suspeitar do que se passava nas minhas caraminholas (ninguém, muito menos ele, diga-se de passagem. Também não acredito que ele possa ter algum interesse, mas enfim, esse não é o foco do post.).

E assim tem sido, ano a ano. Quanto maior meu interesse, mais quieta eu fico. Claro que isso tudo faz parte da minha mais elaborada e inovadora estratégia Muro de Berlim de autoproteção (afinal, pro outro lado, ninguém passa!). Não demonstro, logo, não quebro a cara, logo, não sofro. Bingo. Tudo sob controle.

Mas está ficando meio sem graça... talvéz, quem sabe, uma hora dessas... esteja na hora de me ajudar um pouquinho e dar a cara pra levar uns tapas.


Ou não.


domingo, 17 de agosto de 2008

The Lovecats



Este texto foi escrito em 15.03. Aproveito para postar hoje, já que estou em fase de inspiração zero.


Fazem alguns anos que assisti um documentário sobre gatos, que fez com que eu prestasse mais atenção nos exemplares mais próximos deste animal.


Aqui em casa temos a Giggia. A Giggia é a sobra da ninhada de gatinhos que encontramos no forno à lenha que tínhamos no fundo da casa, em 2000 (aqui na serra, região italiana, era normal que as residências tivessem fornos à lenha, para as ’nonas’ fazerem pães e outras comidas). Como não conseguimos doar a Giggia, ela acabou ficando aqui em casa.


Criada de forma selvagem, ela vivia fora de casa, até que os primeiros filhotinhos dela foram assassinados por uma gang de gatos - agora isso não vem ao caso, mas, acreditem, eles se organizaram muito bem, isolaram ela no outro lado da casa e mataram todos os 04 gatinhos lindos e a Giggia ficou desnorteada. Então deixamos ela começar a freqüentar o interior da casa.


O fato é que a Giggia não é a gata mais dócil do mundo. Tudo o que se pode dizer sobre o orgulho e o interesse dos gatos, acreditem, a Giggia tem em dobro. Além disso, ela é mal humorada, encardida e costuma lançar olhares irônicos e nos sacanear quando não obedecemos suas vontades. Há quem chame ela de "o anticristo" (oi Dessa!). Mas ela também comete alguns deslizes e, às vezes, quando não tem muita gente por perto, ela demonstra certa simpatia.


A Giggia tem um instinto felino muito mais aguçado do que qualquer outro gato que já tivemos. E acho que foi para entender ela melhor que eu comecei a prestar atenção no que se fala sobre gatos.


Hoje, enquanto estava vendo meus e-mails, escutei um barulho. Não dei bola, escutei outro, e outro, e mais outro, até que me virei para olhar. Ali estava ela, sentada ao lado de um rato morto. Me olhou, disse "miau" e saiu. Deixou o rato de presente.


Vamos analisar bem isso, já que meio mundo teria nojo do tipo de presente que recebi. Aquele documentário que assisti, assim como artigos que já lí, falavam sobre a admiração que os gatos possuem pelos seus donos. De uma forma resumida, os gatos vêem os seres humanos como gatos superiores, por isso, lhes deixam oferendas. É um sinal de respeito e sempre será demonstrado com um ’presentinho’ (tétrico, digamos, mas aos olhos deles, de muito valor) no local em que sabem que seus donos enxergarão.


Comecei a prestar atenção nisso e ví que é verdade. A Giggia é uma ótima caçadora e sempre encontramos as oferendas na porta de casa. Acho que hoje, como estou gripada, ela veio até o quarto.


Então, passei a mão na cabeça dela e agradeci pelo presente. Disse pra ela que guardaria para o jantar (e coloquei o rato no lixo, mas ela não precisa saber disso né!).


Gatos são únicos. Cada um deles tem uma personalidade definida e cabe aos donos saber respeitá-los. Feito isso, a relação dono/gato ficará muito mais próxima.


Para finalizar, duas recomendações para quem tem ou pretende ter um gato:


1 – Não espere que ele venha correndo ao ser chamado, isso é coisa de cachorro. Os gatos demoram aprox. 5 minutos para obedecer, é que antes eles precisam se fazer um pouquinho e mostrar que ninguém manda neles, mas eles acabam vindo, preste atenção. Claro, se você estiver com um pacote de comida, eles aparecem do além, sem serem chamados, inclusive.


2 – Quando seu gato pedir alguma coisa (eles não falam, mas sabem se fazer entender muito bem), obedeça! NEM PENSE em ignorar. Gatos não ameaçam vinganças, eles se vingam sem avisar.


Para terminar, uma frase legal sobre gatos.


"As every cat owner knows, nobody owns a cat."

(Giggia disfarçada de flor do Natal.)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Esse é o meu guri!


Luz do farol queimada.

Parte da surdina quebrada.

Palhetas pedindo para serem trocadas - mas de novo?


Por tua causa, meu dia de ontem foi uma zona. O problema na surdina pediu soluções imediatas! Toda a empresa já estava sabendo que eramos nós, chegando ou saindo... Não podíamos aparecer em casa humilhando o dodge do meu irmão, fazendo mais barulho que ele, hahaha!


É bom andar contigo sem aquele barulhão e poder notar que até teu desempenho ficou melhor.

Ike, meu filho, tu me dá trabalho, mas te ver no elevador da oficina me fez pensar no quanto eu gosto de ti!


E o problema da luzinha, até sabado a gente resolve, fica frai!

Que tal uns tapetes novos de Natal? Hein?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Por falar nisso...

Falando em sonhos, tive um ótimo essa noite.

Eu estava em casa quando a Danu, minha amiga, chegou, tri faceira, com dois ingressos na mão:

- Vai ter um show em Poa, já comprei os ingressos.
- Sério, e que show vai ser? (eu pensando que não lembrava de nenhum show bom por lá, mas vindo da Danu, ruim não podia ser)
- Ah, uma banda que eu acho que tu gosta. (suspense no ar)
- Me mostra!
- Tá, custou 100 pila o ingresso, mas acho que tu gosta dessa banda... (ela, segurando alto os ingressos)
- Dá aqui! (eu, pulando como criança pra tentar pegar o meu)
- Tó, então!

E então ela me entrega o ingresso.

- The Cure em Poa. - (processando) -
QUÊ? THE CURE EM POA? NÃÃÃÃÃÃO!!!!! Digo, SIIIIIIIIIIIM!

Então, anotem a data, caso seja um sonho premonitório (hehehe, eu sinto que é): dia 22/11/2008 - sábado (foi a primeira coisa que procurei quando cheguei no trabalho: o dia da semana em que caia 22/11)!

E eu vou ficar esperando! Ah, vou!


E espero que o Robert Smith esteja lendo esse blog, porque eu estou esperando o show.


Enquanto eu dormia

Opa, praia então... fui dar uma voltinha até o mar.

Algumas quadras antes de chegar no mar, naquele tempo estranho de inverno que não combina com praia, vejo o tamanho de suas ondas: enormes. Parei. Fiquei olhando a última onda que havia arrebentado na areia e não parava de avançar. Corri para fugir daquela água marrom com espuma, típica das praias aqui do sul.

E eu via a água que avançava. Não era muita, mas era o suficiente para sujar tudo. E eu podia ver ela invadindo os quintais das casas mais próximas, naquele ritmo de água do mar, que não é lento, nem muito rápido. A água, lembro, também estava entrando nas piscinas, até então limpas. E eu pensava: hahaha, que idéia, ter piscina perto do mar!

Continuei indo embora da praia até saber que o mar havia desistido de me alcançar.

Foi quando notei que estava em um campo bem verde, cuja vegetação já estava alta o bastante para ondular com o toque do vento. Alguém caminhava ao meu lado. Era um rapaz. Conversa boa, parecia legal.

- Tá vendo esses campos? - disse ele.
- Aham, bonitos né? - respondi.
- É... bem bonitos. Mas olha - ele apontou para o lado onde já haviam casas - estão começando a construir aqui. Então, Manô, aproveita bem essa visão do campo. Vai durar pouco.

Fiquei olhando. Chegamos no fim do campo, havia uma floresta escura, que iniciava com a subida de um morro bem alto. Bem na base do morro, antes de chegarmos na floresta, viramos para a direita, andamos mais um pouco e logo, o rapaz parou.

- Vou te mostrar uma coisa bem legal. - disse ele.
- Opa, coisa legal? Tô dentro. O que é?

Então ele apontou para a direita, onde havia uma escadaria de madeira. A escadaria era muito grande (alta) e era coberta por um túnel que havia sido formado com as árvores da floresta. Era úmido lá. Dava para ver que os degraus de madeira estavam molhados. Não escorregadios, mas molhados.

- Ah, tá. Tu chama isso de legal? Haha, cara, acho que tu tem problemas. - falei.
- Não, não... é só a aparência mesmo.
- Deve ter aranhas lá!
- Tem não! Te garanto que não tem. A surpresa está no fim das escadarias, sei que tu vai curtir.
- Veremos, então! Mas isso é muito sinistro.

Enfim, começamos a subir as escadas. Haviam várias pessoas subindo. Algumas pessoas descendo.
No caminho, ao lado das escadas, no meio das árvores escuras, brotavam flores coloridas. Elas tinham cheiro de bala. Subimos, subimos, subimos e... subimos! Foi uma boa parte do sonho só subindo escadas.

- E essas pessoas que descem? - perguntei - Se lá em cima fosse TÃO legal, ninguém descia, concorda?
- Não é bem assim, guria. Algumas pessoas nunca estão satisfeitas, só isso.

Desconfiada, continuei subindo. Ao chegar no final da escada, vejo que estou em um corredor de madeira pintado na cor creme. Sozinha. Não havia nenhuma porta. Apenas paredes. Continuei até chegar ao final e notar algo desenhado no chão, bem em frente à parede que finalizava o corredor.

Olhei ao redor, antes de observar o desenho. Nada, sem possibilidades de uma das paredes ser uma porta. Olhei para o chão. Havia o desenho de um esqueleto de chacal, com a seguinte frase, escrita em itálico, letra cursiva bem caprichada: Sinta o prazer do odor da morte.

Fiquei sem ar. Foi então que a parede na minha frente se abriu. E tinha gente conhecida lá. Não sei quem eram as pessoas, mas havia um sentimento forte de que eu conhecia algumas. Estavam todas estranhas e eu fiquei muito assustada.

- Olha, ela chegou! Vem aqui Manô! Tá bem legal!
- No way! Eu que não!

Voltei correndo para as escadas. Olhei pra baixo e deu aquela vertigem.

- Merda, por que é que eu só lembro que tenho medo de altura quando eu já estou acima do aceitável?

Então, virei de costas e desci de ré. O mais rápido que pude. Não lembro de ter descido outra escada com tanta rapidez na minha vida.

Ao chegar no fim das escadas, acordei.

Lembrei da aula de Psicologia da Comunicação, com a Prof. Malu, na qual ela fez a dinâmica dos sonhos.

Nessa dinâmica, todo mundo escreveu sobre um sonho e ela nos explicou sobre seus tipos.
Alguns possuiam símbolos, estes símbolos possuíam significados diversos. Outros eram premonitórios, daqueles que a gente sonha e eles acontecem. Também poderiam ser sonhos de passagens para outra dimensão, que eram os sonhos nos quais encontrávamos pessoas que já não estavam mais conosco (aqueles, que parecem reais demais para serem sonhos). Ou apenas sonhos. Um emaranhado de coisas que ficaram no nosso inconsciente e foram libertadas durante a noite.

Acho, espero, que o meu tenha sido este último. Já que ontem eu cansei de subir e descer as escadas do shoping e conversar sobre as coisas que parecem ser e não são. Até o fato de eu quase ter comprado o livro dos sonhos, ontem, pode ter contribuído para essa loucura. E o cheiro de bala? Bom, pode ter sido daquela lojinha que ficamos babando na vitrine, antes do cinema. Tinha todo tipo de bala. O chacal me lembrou o livro A Profecia... mas eu não tenho lembrado muito dele nos últimos anos, o que me soa estranho.

É, acho que sim, deve ter sido isso. Sonho que é apenas sonho.

Espero, realmente, que tenha sido isso.
OBS: texto escrito dia 04/08 - não consegui postar antes porque fiquei sem internet.

domingo, 3 de agosto de 2008

OBS

Gentem, esse post da Conversinha era pra ser publicado no meio da semana só, mas eu apertei em 'publicar' ao invés de 'salvar agora'. Se eu deletasse, o Paulo ia dizer que viu (como aquele que eu tirei, certa vez). Então, tem 02 posts novos, ok?
Assim, só pra avisar...
Bjs e boa semana!

Conversinhas

Eu, vendo um daqueles e-mails nostalgia, com muitas fotos de lembranças das crianças dos anos 80.

- Bah, estojo de canetinhas Paper Mate, que tinha a canetinha branca que apagava!!! Ai guria, me senti na sala de aula, agora! Eu nunca tive esse estojo porque era tri caro! Mas tive um da Faber, que era dos Ursinhos Carinhosos... roubaram, em plena sala de aula!

- Tu tinha menina-flor?

- Não, nunca me deram... mas o meu lance eram os Pôneis e os Ursinhos! Aí eu tinha Casa, Cascata, Berçário, além dos 10 pôneis e 6 ursinhos, hehehe. E o carrinho dos ursinhos!

- Bah, eu tive a menina-flor, eu amaaaava!!!

- Joguinhos eu não tinha muitos, mas meus primos tinham, a gente vivia lá jogando. Tinha um barrilzinho azul que um escondia para os outros encontrarem "tá quente, tá frio". Eu amava! Tinha um monte de criança naquela rua. Minha mãe disse que um dia, contou 21 crianças lá em casa. Os guris iam para o campinho, as gurias, pro balanço, pras árvores... tinha muita coisa pra fazer.

- É guria! Caçar vaga-lume, voltar tarde pra casa, demolida de tanto correr... hoje em dia não se faz mais isso.

- Gi, quando tu era criança, tu delirava muito?

- Tudo a ver com o assunto... como assim, delirava?

- Assim... ter visões de coisas estranhas que não existiam.

- Não que eu lembre, mas que tipo de coisas?

- Ãmmmm, tipo, eu lembro de quando eu tava com febre, que a minha mãe me botava na cama e desligava a luz, eu sempre via um osso. Era um osso grande, sabe... tipo uns 60cm de altura, com um tope vermelho bem grande. Ele entrava pela porta do quarto flutuando, atravessava todo o quarto até sumir embaixo da escrivaninha.

- Tu usava drogas? Chá de cogumelo na mamadeira?

- Ai! Não ! Febre, guria, tá ligada?

- Aham, mas na minha infância não tive isso, que eu lembre...

- E outra que eu lembro, era de um dia que eu estava sentada no sofá perto da porta da sala e entrou uma salsicha correndo.

- Hahahahaha!

- Sério, ela era gordinha, tinha pernas e braços e sorria... entrou correndo, lembro perfeitamente. Nunca mais sentei naquele sofá, de medo de ver aquela salsicha. Pior foi explicar pra minha mãe que eu não queria mais sentar no meu sofá (meu porque era onde eu sempre sentava) porque eu tinha medo que a salsicha entrasse correndo na sala de novo! Hahahaha!

- Ai guria, tu esperou 9 mêses pra me contar isso? Eu poderia ter fugido daqui antes!

- Hahahaha! E teve um dia que minha mãe me escutou cantando, lá de fora da casa, a todo vapor, cantava, cantava... ela foi falar comigo e eu cantava... então ela resolveu colocar o termômetro e eu estava com 40° de febre, hahaha! Mas como eu estava te dizendo... bah, Lango-lango! Eu não tinha! Mas o meu irmão tinha a Super Máquina! Hehehe...

Aparências

Eu disse pras gurias que faria um post. Aqui vai ele, então. Pra Buki e pra Danu, com os aprendizados do final de semana:

A Buki se empolgou com a propaganda feita do Labirinto. Resolveu assistir. Então ela deixou escapar isso por msn e eu resolvi me convidar pra ver de novo, hehehe.

Como seria um sexta-feira sem maiores programações, resolvemos fazer uma noite de filmes. Chamamos a Danu, como boa parceria que ela é.

O problema é que a Danu tinha implicado com o Labirinto e resolveu achar que era uma bomba de filme. Ainda mais quando contamos que iríamos ver pra dar umas risadas.

Enfim, chega a sexta, nos encontramos na locadora, pegamos o Labirinto e fomos escolher outro filme. Depois de vários títulos de filmes de terror que acabavam em "do Mal" e "do Além" e depois de levar uma dvdzada da Danu na cabeça, resolvemos retirar Os Mensageiros.

Fomos para a casa da Buki. Pedimos uma pizza "do além", eu levei uma garrafa de tequila "do mal" e começamos a programação.

A decepção com Os Mensageiros foi grande. E pior foi convencer a Danu de que a gente ia, sim, ver o Labirinto. Usei de táticas de persuasão um tanto violentas para convencer ela. Então ela resolveu (se forçou) colaborar.

- É bom, Danu! Para de pensar que é trash! Te conheço há 20 anos guria! Tenho certeza de que tu vai rir muito com esse filme! Não confia na tua amiga?
- Olha, a última vez que tu me falou isso, tu fez eu assistir O Cemitério Maldito e eu não dormi uma semana... então, não sei se confio muito, hahaha! Mas tudo bem, vou ver os duendes então!
- Boa! Aí a gente pode ir contigo pro cinema, domingo, ver o Beijo Roubado, que acaba de entrar em cartaz.
- Ah, bom, assim, sim! Agora estamos negociando!
- E aí, gurias, mais uma dose de tequila 'do mal'?
- Só se for 'do além', hahaha!
- Acho que eu passo, já fez efeito.
- Mas... ai gurias, olhem a garrafa, tá tri cheia, nem chegou no rótulo! Que vergonha!
- Ah, então assim, sim, manda outra! Nossa, como eu sou difícil!

A Danu riu mais que nós no filme. Disse, com todas as palavras, que nunca mais vai duvidar de mim quando eu disser que um filme é bom, seja lá que filme for.

Hoje fomos assistir o Beijo Roubado. Estávamos esperando O filme. Mas foi tão fraquinho... tão decepcionante...

- Que merdinha de filme hein!
- Ai gurias, sei lá, o trailler era tão bom! E o filme foi tri fraco! Desculpa aí...
- Tudo bem, também estava apostando nesse filme Danu... mas e o Labirinto, que tu achava que ia odiar? Hahaha.
- Bah, mil vezes o Labirinto. Aliás, dos filmes que assistimos, foi o que nos salvou.
- Eu disse!
- É, gurias, aparências... aparências. Nem sempre são o que parecem ser!
- É.
- Aham.