domingo, 23 de março de 2008

Tradições


Conversa de final de expediente da quinta-feira:

- ... então, eu já disse pra minha mãe, Manô, eu não vejo moral em ficar rezando. Pra quê rezar um terço inteiro? Se adianta mesmo, Jesus não é surdo, vai escutar na primeira!

- Sim, muito bem colocado! Até parece programa de milhagens, quanto mais tu reza, mas acumula, não faz sentido. O que vale é rezar pouco, mas prestar atenção. E não fazer o mal, acho que é o mais importante.

Conversa de mesa de bar, madrugada de Páscoa, amigas, champagne e batatas fritas:

- Aí eu disse: vou todo ano nessa missa de Páscoa e me comporto como uma pessoa do bem, pra ver o que? Todo mundo que é podre tá lá se fazendo de santo e se dando bem e muito melhor que eu. De que adianta? Esse ano eu não fui, cansei!

Concordei total! Dói ver que muita gente só é católica na igreja.

Eu não sou a pessoa mais católica do mundo. Não nos termos tradicionais. Sou mais da doutrina espírita, que, na minha opinião, nos dá mais respostas para as questões da vida. E tento fazer o bem, por mais que tenha vontade de torcer alguns pescoços de vez em quando, acho que o melhor tapa na cara é ser legal, assim, sinceramente legal, até com quem não merece. Principalmente com quem não merece.

Mas não desviando muito do assunto (e eu sou craque nisso, hehe), concordo em gênero e grau com os argumentos acima. Mas esse ano eu senti falta da tradição.

Não fui para a missa de Páscoa pque já estava careca de ver, preferi lavar o carro. Não comprei ovos de páscoa em protesto aos altos preços.

Não fiz minha cestinha de Páscoa pra receber meus presentinhos (afinal, eu já tenho 27 anos!).

A única tradição mantida foi lavar os olhos ao soar do sino, anunciando a ressureição de Cristo. Eu e minha vó paramos de comer lasanha e peguei um potinho com água pra ela lavar os olhos também. E beijamos o crussifixo, claro.

Mas gora, neste exato momento, 22:07 da noite de Páscoa, notei o quanto todos esses NÃOS tiraram toda a magia da Páscoa. Eu não senti que era Páscoa, queimei uma celebração do ano, passou assim, batido, como se não fosse nada. Que pena, são essas celebrações são o que fazem o ano tão legal... são os marcos de passagem do ano: Ano Novo, Meu Aníver (sim, é um dia mto importante do ano), Carnaval (pra descansar), Páscoa, Tiradentes, Corpus Christi, Dia dos Namorado (dos Solteiros, nos últimos anos), 7 de Setembro, Dia das Crianças, 15 de Novembro, Finados e Natal.

Sem manter a tradição ficou tudo meio morto. Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo diferente!

Próximo ano, com 28 anos, SIM, vou fazer minha cestinha! E vou pintar ovinhos pra colocar bib's dentro e dar para os mais chegados (essa idéia eu roubei da Lauren, que mandou uns para a gente - amei a idéia e o gesto)!

E por mais que eu não concorde com algumas coisinhas, vou manter essas tradições.

Mas, gurias de ontem, valeu a madrugada de reflexões! Desejo que, na próxima Páscoa, estejamos todas melhores que nesta. Mas lembrem sempre: Podia ser beeeeeem pior! hihihihihi!

Bih, obrigada por salvar a noite!

Bjos e Feliz Páscoa!!!

terça-feira, 18 de março de 2008

Times like this

Tem dias que eu gostaria de falar tanta coisa, mas tanta coisa... e nesses dias acabo optando por ficar quieta. Não vale a pena descer o nível e o melhor é ignorar, passar por cima e seguir em frente.

Sabem aquela história da mulher que recebe uma caixa com merda e devolve uma caixa com flores? Pois é... cada um oferece o que tem.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Eu uso óculos!


Sim, é verdade! E não é por modinha, não, é por grande necessidade e desde pequenininha.

Eu soube do meu problema antes dos meus pais, falei, mas eles não acreditaram. Até que um belo dia, meu pai me levou para a escola e eu disse “cuidado com o gatinho no meio da rua, pai!” – era uma caixa de papel. Assim, ao chegar em casa e se dirigir à minha mãe, meu pai falou: “Maura, precisamos levar a Manoela ao oculista.”

Desde então, ficamos inseparáveis (não que eu goste, mas quando não se pode vencê-los...).


O óculos é tão necessário na minha vida, que sem ele eu não escuto direito. Sim, isso mesmo. Eu sei que é estranho alguém falar “Peraí, deixa eu pôr o óculos pra te escutar melhor.” Mas é sério. E já foi comprovado (por mim mesma) que várias pessoas tem esse problema também. Por acaso não lembro de nomes, no momento;P.

Ainda bem que estamos numa época em que as armações são bonitas e charmosas (não, não escutem quem falar sobre a moda das armações ‘nerd’ que estão chegando – é o fim!). E eu resolvi me assumir total. Parei de brigar com as lentes de contato, com as quais nunca me acertei – já testei todas – e agora é assim mesmo. De óculos.

Meus 27 anos me trouxeram um modo de vida ‘eu sou mais eu’ (meu colega André chamaria de “Fuck On Mode”). Então, pra terminar, cito as sábias palavras do Valdemar (do Joe): “Qué, qué. Não qué, vai embora!”

Lugar ideal



Eu sei que reclamo bastante. Mas também reconheço o que merece respeito. E elogio quando necessário.


Um lugar conquistou todo meu respeito. O Ferrovia Cult, em Bento Gonçalves.


Até que enfim alguém resolveu abrir um bar Rock n’ Roll para as noites de sábado (no meu caso, sábados – quem sabe sextas). Um lugar bonito, com pessoas descentes e, o mais importante de tudo: música boa – e esse, quem me conhece sabe, sempre foi o fator decisivo para me tirar de casa.


Este bar é o local perfeito para sair com uma turma que não esteja afim de dançar. Porque não tem lugar para dançar, o que não prejudica muito. Qualquer pessoa com o mínimo de criatividade e bom humor consegue se divertir sem isso.


Só cuidado com o Vagão Desgovernado. Depois não digam que eu não avisei!

sexta-feira, 7 de março de 2008

O Mestre dos Tragos

Aconteça o que acontecer, não perca o contato das amizades.


Principalmente daquelas boas de festa e de conversa. Aquelas que já te fazem rir antes de começar a falar.


Ontem acabou minha fase anti-social. Precisei de um tempo descansando de tudo e de todos, mas agora, preparem-se, porque EU VOLTEI!!! (e uma risada de bruxa no fundo)


Acionei a turma e fomos para o Joe.


Aaaaah (suspiro)! Nada como ter amigas parceiras de crime... e foi com uma delas que me instalei no balcão a procura da batida perfeita. Lá estávamos nós, de cabelos novos (e a alma leve, como sempre fica quando libero o Giba pra navalhar os fios), pensando no que beber. Um sinal com a mão e lá vem ele, o Joe - O Mestre dos Tragos!!!


-> Uma pequena brecha para deixar bem claro que não tenho problemas com bebida (só soluções, haha - brincadeira). Nem eu, nem minhas amigas.


Bar Joe é o que há! Eu adoro aquele lugar! Bares vem e vão, mas o Joe é único e insubstituível! Cresci nesse bar e já devo fazer parte dos móveis e utensílios no patrimônio dele, mas nunca canso de ir lá. Nossa, quantas lembranças de noites de Bar Joe!


Mas ontem... ontem tive uma noite memorável entre amigas! Nada demais aconteceu? Claro que sim! Eu estava lá com elas, todas lindas, desencanadas e muito legais, curtindo a festa no peculiar estilo Big Girls de se divertir!


E como diria o Anônymus: Voltaremos!